PSDB anuncia posição sobre Salvador
O presidente estadual do PSDB, Sérgio Passos, anuncia amanhã o posicionamento oficial da legenda em relação às eleições de Salvador. A informação é do deputado federal Jutahy Jr. (PSDB). Circulou hoje a informação de que o PSDB deve confirmar o apoio ao DEM, já que o partido anuncia hoje o apoio ao PSDB em São Paulo. O deputado federal afirmou que só se manifestará a respeito após o anúncio oficial de Passos. As informações são do blog Política Livre.
Democratas e PSDB definem candidato em Salvador
O Democratas e o PSDB devem definir na próxima semana quem será o candidato dos dois partidos à prefeitura de Salvador. No início desta semana, os presidentes estaduais dos dois partidos, José Carlos Aleluia (DEM) e Sérgio Passos (PSDB), fecharam um acordo em torno da candidatura única. "Os dois partidos são tradicionais aliados nacionais e vamos marchar juntos em Salvador, como aconteceu na campanha de 2010. Se essa união tivesse acontecido em 2008, certamente o candidato do Democratas ou do PSDB teria ido ao segundo turno. Por isso, não vamos repetir esse erro. Juntos, vamos ganhar a eleição", afirmou Aleluia.
Oposição une dez partidos em Simões Filho
Com a presença do seu presidente estadual, Eliel Santana, o PSC formalizou ontem o apoio à pré-candidatura de Diógenes Tolentino, mais conhecido como Dinha (PMDB), à prefeitura de Simões Filho. O ato reuniu dez partidos: além do PMDB e PSC, também declararam apoio a Dinha o PMN, DEM, PSDB, PTB, PR, PSDC, PTdoB e PRP. "Nós decidimos abrir mão de lançar candidato próprio para indicar o vice na chapa de Dinha, que agrega um leque grande de partidos. Vamos agora trabalhar para que esse projeto tenha êxito nas urnas e para eleger o maior número possível de vereadores em Simões Filho", afirmou Eliel Santana, que é suplente do senador João Durval (PDT).
No encontro realizado na noite de sábado (21), no Espaço Vip, no centro da cidade, o PSC referendou a indicação do vereador Eri Costa, o mais votado para a Câmara Municipal em 2008, como vice na chapa de Dinha, o que será oficializado nas convenções. Eri abriu mão de disputar a prefeitura para compor com o peemedebista. "Essa união, que envolve uma série de outros partidos, se tornou natural diante da situação que enfrenta nossa cidade. A população de Simões Filho quer um projeto novo de governo, quer mudança", declarou o edil.
Dinha disse que espera a adesão de outros partidos. "Estamos conversando com outras legendas e todos que estiverem engajados num projeto de mudança para Simões Filho podem estar conosco. A população de nossa cidade está cansada de viver de esmolas, está cansada do descaso da prefeitura, que não cuida de Simões Filho. Vamos construir um projeto de desenvolvimento para nossa cidade, que é uma das mais importantes da Região Metropolitana de Salvador e não pode ser deixada em segundo plano".
ACM Neto quer estar ao lado do PSDB em Salvador
O deputado federal e líder do Democratas na Câmara, ACM Neto, foi entrevistado nesta sexta no Fala Bahia, da Bahia FM (88,7). Questionado pelo âncora Emmerson José sobre o que achou da decisão do PSDB em continuar buscando uma unidade entre as oposições, não lançando uma pré-candidatura do também deputado federal Antônio Imbassahy, ACM neto disse ter ficado feliz. "O PSDB sempre foi um aliado do Democratas no estado e essa decisão foi muito importante para o projeto que estamos desenvolvendo para Salvador".
Prosseguindo, ACM Neto lembrou que na próxima segunda-feira, às 15h, no Hotel Fiesta, será a vez do Democratas realizar sua reunião para tratar do assunto do momento: a sucessão na terceira maior capital brasileira. "Digo que a decisão do PSDB foi importante porque no DEM estamos buscando fortalecer essa união entre as oposições em Salvador, para que possamos aprofundar as discussões e ao final marcharmos juntos em busca de uma importante vitória nas urnas".
Respondendo à pergunta do ouvinte Del Machado, sobre uma possível dobradinha ACM Neto e Imbassahy, o deputado lembrou das eleições de 2008, quando cada um encabeçou uma chapa. "Naquela eleição eu estava em uma chapa e Imbassahy em outra. Acabou que nenhum dos dois foi ao segundo turno. Agora, as coisas são diferentes e estamos ainda mais unidos. Por isso, entendo que será muito importante que marchemos juntos nessa corrida à Prefeitura de Salvador. Essa união tem que ocorrer, nem que seja no segundo turno", acrescenta o líder do Democratas na Câmara Federal.
ACM Neto quer CPI do Cachoeira livre de "pizzaiolos"
O Congresso criou na manhã desta quinta-feira (19) a CPI mista que vai investigar "práticas criminosas" cometidas pelo empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira, com a participação de agentes públicos e privados, desmontadas pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Com a leitura do requerimento que pede a instalação da CPI no plenário do Congresso, que ocorreu hoje, ela fica automaticamente criada.
Para ser instalada, no entanto, os líderes partidários precisam indicar seus membros. A presidente interina do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), deu o prazo até terça-feira (24) para os partidos indicarem seus membros na comissão -que será composta por 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes. Líder do Democratas, ACM Neto já confirmou a indicação, como membro titular, do experiente deputado Onyx Lorenzoni (RS). O suplente do partido será Mendonça Prado (SE).
"Espero que os membros da CPI, principalmente da base do governo, não façam como os pizzaiolos que enterraram as investigações e decepcionaram o povo brasileiro", pontuou ACM Neto, em discurso feito hoje no plenário da Câmara. ACM Neto se referiu ao histórico das CPIs, nos últimos sete anos, que sofreram manipulação da base governista, com maioria no Congresso, para não produzir resultados concretos.
Ele lembrou que a última comissão com repercussão de fato foi a CPI dos Correios, com relatório que comprovou o mensalão, maior escândalo de corrupção da história recente do país, como classificou o líder. "A CPI demostrou o duto construído no governo do PT para drenar dinheiro público com a participação de autoridades importantes do governo", reiterou o deputado. O parlamentar mencionou, porém, outras comissões que não deram resultado como a da Petrobras e da Ongs, além da CPI da Corrupção, que sequer foi instalada por pressão da base aliada.
"Estamos diante de uma outra oportunidade. E esperamos demonstração de espírito público, sensibilidade política por parte dos membros dessa CPMI. A sociedade exige e demanda que a CPI funcione", disse. "A oposição só vai ter sete membros, e 23 serão governistas. É preciso chamar a atenção para o que vai acontecer lá dentro, temos o compromisso de investigar absolutamente tudo", acrescentou ACM Neto.
Pelo requerimento da CPI, a apuração envolverá agentes públicos e privados e terá 180 dias para concluir os trabalhos. O pedido de criação foi protocolado na terça-feira com as assinaturas de 67 senadores e 340 deputados. Número mais do que suficiente para garantir a instalação. São necessários 171 na Câmara e 27 no Senado.
Segundo a imprensa, o governo da presidente Dilma Rousseff vai trabalhar para tentar manter sob controle a CPI. O objetivo é negociar com a base aliada, principalmente o PMDB, para evitar "pirotecnias" na CPI até o final de junho, contando que o recesso parlamentar de julho esfrie o caso. No entanto, o Palácio do Planalto já traça uma estratégia para redução de danos no caso de revelações que atinjam contratos do governo federal.
Oposição ganha adesões em Simões Filho
Depois de fechar o acordo com o Democratas e o PSDB, o PMDB de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) garante o apoio de outros partidos oposicionistas. Neste sábado, feriado de Tiradentes, o pré-candidato à prefeitura Diógenes Tolentino, mais conhecido como Dinha, vai receber oficialmente os apoios do PSC e do PMN. A solenidade que vai marcar o apoio dos dois partidos a Dinha será realizada no Espaço VIP, no centro da cidade. Além destes partidos, a oposição em Simões Filho conta, ainda, com as adesões do PR, PRP, PTB, PTdoB e PSDC.
CPI do Cachoeira é protocolada no Congresso
O pedido para se criar a CPI do Cachoeira foi oficialmente apresentado no Congresso. O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), entregou por volta das 21h desta terça-feira, 17, na Secretaria-Geral da Mesa do Congresso as 67 assinaturas coletadas na Casa. Pouco antes, deputados da base e da oposição haviam apresentado o apoio de 340 nomes da Câmara à comissão parlamentar, que tem por objetivo investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. Informações da Agência Estado.
Apesar dos temores de que as investigações atinjam aliados e oposicionistas, o número entregue pelas duas Casas foi bem superior ao mínimo necessário para se instalar uma CPI mista. Na Câmara, são necessários pelo menos 171 assinaturas dos 513 deputados. No Senado, 27 dos 81 senadores.
A previsão agora é que a comissão seja instalada apenas na semana que vem. A Mesa Diretora terá de verificar se há, entre os signatários, assinaturas em duplicidade ou rasuradas, por exemplo. Isso levaria a anular o apoiador. "Agora é aguardar, por parte da Câmara e do Senado, a conferência das assinaturas e a remessa dos nomes para leitura numa sessão Congresso", afirmou Walter Pinheiro.
Na Câmara, a comissão parlamentar contou com a adesão, segundo as lideranças, de deputados do PT (78), PMDB (46), PSDB (50), PR (16), PSB (25), PCdoB (11), DEM (27), PPS (10), PV (6), Psol (3), PDT (23), PSD (24), PP (13), PRB (5), PMN (2) e PTB (1). No Senado, segundo o líder petista, todos os 13 senadores da bancada apoiaram o pedido de investigação parlamentar. Mesmo com denúncias envolvendo o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, a oposição na Casa também apoiou em peso a CPI.
Com a licença médica do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por 15 dias, é possível que a leitura do requerimento de abertura da CPI seja feita apenas na semana que vem pela primeira-vice-presidente do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Deputados e senadores podem retirar suas assinaturas de apoio até a noite em que for realizada a sessão do Congresso em que fará a leitura do pedido de comissão. Dado o expressivo apoio nas duas Casas, é pouco provável que a CPI não seja criada.
Oposição coleta assinaturas para CPI do Cachoeira
Lideranças do Democratas, PSDB e PPS fizeram nesta terça-feira, 17, um ato simbólico para marcar o início do recolhimento de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. A oposição está preocupada com manobras governistas para atrasar instalação da CPI. São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para a criação da CPI. No Senado, no entanto, 28 senadores já assinaram o requerimento. Ainda não há levantamento preliminar na Câmara com o número de deputados que apoiaram o requerimento para a criação da comissão. Clique aqui para ver fotos do ato da oposição.
"A oposição deu uma demonstração de que quer a instalação imediata da CPI. O Democratas tem um compromisso com a ética e com o combate à corrupção", assegurou ACM Neto. O líder informou que 23 dos 27 deputados do partido na ativa já assinaram o requerimento de criação da CPI. Segundo ACM Neto, 100% da bancada do Democratas vai assinar o documento.
O parlamentar ainda criticou a postura do Partido dos Trabalhadores (PT) que, de acordo com a imprensa, está recuando diante da iminência da instalação da comissão. "O PT que era paladino da ética está preocupado com os rumos da CPI e estão agora na defensiva", afirmou. ACM Neto também reforçou que a comissão será uma oportunidade única para testar a postura da base aliada no Congresso Nacional já que as últimas CPIs não deram nenhum resultado concreto. "A última CPI que funcionou no Congresso começou me meados de 2005 e durou até o início de 2006 que foi a dos Correios. A comissão comprovou a existência do mensalão e resultou em vasto material encaminhado Procuradoria Geral da República e ensejou o processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que esperamos, seja julgado logo", concluiu.
De acordo com o deputado Ronaldo Caiado (Democratas-GO), o ato simbólico foi realizado para atrair o apoio da sociedade no combate à corrupção e para que a base aliada cumpra uma tradição do Congresso que é compartilhar o comando da CPI, dividindo os cargos de presidente e relator entre oposição e situação.
"Pela segunda vez um dos nossos é defenestrado do partido", disse o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), referindo-se ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) flagrado pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal em conversas telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. "Essa CPI não vai ser fácil. Setores do governo não querem a instalação dessa CPI", observou o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP).
SAIBA MAIS
Oposição quer convocar Dirceu em CPI
Os partidos de oposição preparam uma estratégia para levar o "mensalão" de volta à cena com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ligações políticas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Entre os primeiros requerimentos à CPI, a oposição pretende pedir a convocação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) e de seu assessor à época, Waldomiro Diniz. Em um vídeo divulgado em 2004, Diniz aparece pedindo propina a Cachoeira em troca de facilidades em contrato do consórcio representado pelo empresário com a Loteria do Rio de Janeiro. A gravação da conversa foi em 2002, quando Diniz presidia a Loterj. Essa ligação Cachoeira-Diniz será usada como elo para uma eventual convocação de Dirceu. Informações do Estadão.
Os aliados da presidente Dilma Rousseff formam ampla maioria na CPI e terão o controle dos trabalhos, mas a oposição vai insistir no desgaste político do governo. O requerimento de criação da CPI mista, com deputados e senadores, deverá ser protocolado amanhã, quando estará concluída a fase de recolhimento das assinaturas - mínimo de 171 na Câmara e de 27 no Senado.
Setores da base da presidente criticam o empenho do PT em ajudar na criação da comissão e acabar levando os demais partidos aliados a reboque. No PMDB, há um entendimento de que a base defenderá o governo, mas não terá a mesma disposição para se aliar às intenções do PT de apurar o suposto envolvimento de setor da mídia com escutas telefônicas, por exemplo.
Objetivos distintos. O PT, por sua vez, pretende usar a CPI justamente para desviar o foco do mensalão, com votação prevista para esse ano no Supremo Tribunal Federal (STF), se possível desqualificando os acusadores do partido no escândalo que atingiu o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
"É uma CPI com diferentes objetivos. Cada partido tem o seu", avaliou um parlamentar aliado. Na oposição, a CPI poderá atingir o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Em contrapartida, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), será alvo de ataques da oposição.
O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), tem repetido que o partido está pronto para o ataque. O DEM teve uma importante baixa com a Operação Monte Carlo da Polícia Federal e teria interesse em igualar o jogo. O senador Demóstenes Torres (GO), acusado de envolvimento direto com o esquema de Cachoeira, deixou o partido e responde a processo de cassação por falta de decoro no exercício do mandato.
Com tantos interesses distintos, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) suspeita da real intenção dos partidos em apurar a relações dos políticos com Cachoeira. "Estou começando a achar que PT e PSDB estão fazendo um acordo: você não investiga isso que eu não investigo aquilo", afirmou o senador.
O PSOL, com três deputados e um senador, tenta ampliar o número de integrantes da CPI - fixado em 15 deputados e 15 senadores - para conseguir uma vaga na comissão. A composição é feita de acordo com o tamanho das bancadas partidárias e o PSOL ficou de fora.
Folha: Oposição quer cargo de comando em CPI
Líderes da oposição brigam para conseguir ficar com algum cargo de comando na CPI que vai investigar as relações políticas do empresário Carlos Cachoeira, preso sob acusação de explorar o jogo ilegal. A intenção é que ou DEM ou PSDB fique com presidência ou relatoria na comissão. A tradição no Congresso, no entanto, é que as maiores bancadas fiquem com esses cargos. Por essa lógica, o PMDB do Senado ficaria com a presidência e o PT na Câmara com a relatoria. Informações da Agência Folha.
"Esperamos que essa CPI não seja chapa branca. A CPI normalmente é um instrumento da minoria, mas neste caso, ela é de todos", afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE). "Se não tivermos nada vai ficar claro que o governo quer conduzir as investigações da forma como convier aos seus", completou o líder do DEM, ACM Neto (BA).
Mais cedo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), já havia confirmado que a CPI do Cachoeira deve seguir a tradição. Em sua opinião, para a oposição ficar com cargos de comando seria preciso um amplo acordo entre os líderes.
Durante todo o dia, líderes da Câmara e do Senado negociam o texto a ser apresentado para o início dos trabalhos da CPI. O documento deve obter apenas o objetivo sucinto das investigações, mas ele já causa polêmica. Alguns deputados, principalmente do governo, defende que a CPI se limite a descobrir as relações do empresário com congressistas. Alguns, no entanto, acham que ela deve analisar os três Poderes além de empresas privadas. Para Maia, ela deve se debruçar sobre o setor público e privado. Ainda para o presidente da Câmara, a comissão deve sair do papel no meio da semana que vem.


