Emendas
Seg, 09 de Maio de 2011 10:20

Propaganda oficial dobrou na eleição

A Presidência da República repassou verbas de publicidade para o dobro de rádios, TVs e jornais durante a campanha eleitoral de 2010, que elegeu a candidata do governo, Dilma Rousseff (PT), em comparação com o mesmo período de 2009. Foram 2.921 os veículos de comunicação que receberam pagamentos da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) somente entre julho e outubro do ano passado. Em 2009, nesse mesmo período, foram 1.492 os beneficiados. Informações da Folha de S. Paulo.

A Folha levantou os números na execução dos contratos firmados pela Secom com agências publicitárias. Os dados incluem nomes de veículos beneficiados, mas não discriminam valores. Entre janeiro de 2009 e julho de 2010, a média trimestral de veículos que receberam pagamentos da Secom foi de 1.148, entre rádios, TVs e jornais. No trimestre que antecedeu as eleições, de julho a setembro de 2010, o número subiu para 2.637.

Com Dilma eleita, a média caiu consideravelmente nos quatro primeiros meses do novo governo: apenas 844 veículos receberam pagamentos. Os contratos com as agências de publicidade foram mantidos. Com R$150 milhões anuais, a Secom é dona do terceiro maior orçamento de publicidade do governo, atrás da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, e empatando com o Banco do Brasil.

A verba é dividida entre três agências publicitárias que desde 2008 vêm renovando anualmente seus contratos: Matisse, Propeg e 141 Soho Square.

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Termina no dia 14 o prazo para regularização do título eleitoral daqueles que não votaram nem justificaram a ausência nas três últimas eleições. Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de um milhão de eleitores podem ter o documento cancelado. Quem não regularizar o título de eleitor perde o cadastro junto à Justiça Eleitoral. Além disso, pode ser impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público, participar em concorrência pública ou administrativa e obter certos tipos de empréstimos.

A não regularização também impede o cidadão de renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda, obter certidão de quitação eleitoral e obter qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

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Alvo de críticas de aliados, por ter exigido para seu partido a prerrogativa de indicar o vice do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), prevê que a escolha de um nome que não estava cotado para o cargo - o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) - vai surpreender quem não o conhece e ajudar a alavancar a campanha do presidenciável tucano. "A indicação do Indio da Costa foi uma indicação que agregou não apenas por ele, mas também pela união do Democratas", disse Maia, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente nacional do DEM afirmou que não teme que fatos relacionados ao suposto esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal, no episódio que ficou conhecido como "mensalão do DEM", prejudiquem a campanha de Serra. "Acho que a resposta dada pelo Democratas terá respaldo na sociedade. O DEM não se esquivou de tomar nenhuma providência por causa desses problemas", afirmou Maia.

Questionado se a demora do PSDB em negociar a indicação do candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Serra foi ruim para o DEM, Rodrigo Maia disse que "foi uma construção que nós tentamos antecipá-la, mas que acabou mesmo ficando para o último momento". Ele afirmou, no entanto, que a campanha começa agora, "cada um com sua chapa e com a unidade de seus partidos". "Caberá à nossa campanha mostrar por que o Serra deve ser o presidente da República e não a (candidata do PT à Presidência) Dilma Rousseff", concluiu.

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O prefeito de São Desidério, Zito Barbosa (PMDB), vai apoiar a candidatura de Paulo Souto (DEM) nas eleições para o governo do estado. Zito também declarou apoio ao deputado federal ACM Neto (DEM), candidato à reeleição. Neto, por sinal, vai "dobrar" com o irmão de Zito, Herbert Barbosa (DEM), que já teve o nome homologado como candidato a deputado estadual, com o respaldo do prefeito, um dos mais influentes da região oeste do estado. Herbert Barbosa afirmou ao jornal Novo Oeste que os apoios são naturais e coerentes.

"O prefeito Zito sempre esteve ao lado de Paulo Souto. Em 2002, também votamos com ACM Neto. De modo que isso é natural. Além disso, são duas lideranças que sempre trabalharam por São Desidério e pelo oeste da Bahia. No caso de Neto, ele tem destinado recursos ao nosso município através do Orçamento", afirmou. Ele disse ainda que quer trabalhar com Paulo Souto e ACM Neto em prol do desenvolvimento do oeste.

"Vamos lutar, por exemplo, para que o governo do estado crie um posto avançado de gestão no oeste. Assim, a região teria mais autonomia. Paulo Souto e ACM Neto concordam e defendem essa bandeira também", salientou. Herbert disse ainda que vai lutar pela ampliação do Hospital do Oeste, transformando a unidade de saúde num pólo universitário e viabilizando um curso de medicina na região. "Além disso, outra luta é pela ampliação do aeroporto de Barreiras, por obras de infraestrutura e para trazer indústrias para a região. Nos governos passados, isso era feito", declarou.

Representante - O deputado ACM Neto afirmou que Herbert será um grande representante de São Desidério e do oeste baiano na Assembléia. "Vamos trabalhar em conjunto para que essa região volte a ser contemplada como merece. O que o governo do PT da Bahia levou para a região foi o aumento nos índices de criminalidade e violência. Precisamos de um governo que volte a combater o crime com prioridade e investimento", afirmou Neto. Ele defendeu a importância de ampliar o aeroporto de Barreiras, o que vai beneficiar toda a região. Neto já chegou, inclusive, a apresentar uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da União com o objetivo de assegurar recursos para a obra. "Essa deve ser uma questão prioritária do próximo governo".

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O candidato democrata ao governo da Bahia, Paulo Souto, acredita que o empate técnico apresentado na última avaliação do Datafolha, divulgada na última sexta-feira (2), entre o candidato tucano à presidência da República, José Serra, e a candidata petista, Dilma Rousseff, sinaliza para uma eleição equilibrada. "A pesquisa Datafolha aponta uma eleição equilibrada, sujeita a oscilações. Trata-se de uma disputa que só será definida durante a campanha", disse.

O equilíbrio, segundo Paulo Souto, tira a euforia dos adversários que comemoravam a pequena diferença apresentada em outras pesquisas recentes. O candidato ao Senado pelo Democratas, José Carlos Aleluia, considerou normal o resultado.  "A pesquisa revela equilíbrio eleitoral, mas também demonstra que, apesar de todo o apoio oficial, a candidata chapa-branca não consegue deslanchar", afirmou Aleluia.

A pesquisa, realizada na quinta-feira e divulgada pelo jornal Folha de São Paulo desta sexta-feira, mostra o candidato tucano à presidência da República, José Serra, com 39% das intenções de votos contra 38% da candidata petista Dilma Rousseff. O Datafolha entrevistou 2.658 pessoas em todo o território nacional.

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