PMDB critica postura de Wagner na segurança
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB) criticou a atuação do governador da Bahia, Jaques Wagner, para conter o motim dos policiais do Estado, que gerou crise e repercussão internacional. Às vésperas do carnaval, foram registrados 96 homicídios, tentativas de saques a lojas e ataques a veículos. Segundo Lima, o governador lavou as mãos na greve dos policiais igual fez com a demissão de Mário Negromonte do comando das Cidades. "O governador está jogando a culpa no governo federal, na PEC 300, quando foi ele quem demorou a tomar providências, foi omisso, displicente, subestimou o movimento dos policiais", critica. Para o deputado, o maior exemplo disso é que, enquanto os policiais ameaçavam greve, Wagner viajou com a presidenta Dilma Rousseff para Cuba. Informações do blog de Cláudio Humberto.
Oposição discorda de postura de Marcelo Nilo
Abancada de oposição não está satisfeita com a ordem de desocupação dada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT). No último domingo (5), o presidente solicitou que os PM's grevistas saíssem da casa do povo.
Em entrevista ao colunista Clécio Max do jornal Correio, o deputado Bruno Reis (PRP) afirmou que Nilo deveria ter consultado o colegiado de líderes antes de seu posicionamento. "A bancada de oposição discorda da posição adotada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), que solicitou do Exército expulsar da casa os PMs grevistas. A Assembleia é a casa do povo e deveria sim intermediar o impasse, promovendo o diálogo", afirmou o deputado.
Ainda na publicação, o parlamentar lembrou o fato da invasão do MST em abril do ano passado e afirmou que a decisão de Nilo foi apenas para agradar o governador Jaques Wagner (PT). "O interessante é lembrar que quando o MST invadiu o prédio da Secretaria da Agricultura e Reforma Agrária, em abril de 2011, o posicionamento foi outro e o governo ainda ofereceu 600 quilos de carne para que os invasores preparassem um churrasco", concluiu. Informações do site Bocão News.
"Rabo preso": Pelegrino silencia
Antes mesmo das eleições municipais começarem, os deputados federais e pré-candidatos à prefeitura de Salvador ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), travaram uma disputa acirrada nos bastidores. Em entrevista ao blog Polícia Livre, ACM Neto afirmou que "entende o nervosismo" do pré-candidato do PT à prefeitura de Salvador. "Todos estão lembrados que, em 2001, Nelson Pelegrino apoiou a greve dos policiais militares e marchou com alguns integrantes da corporação pelas ruas de Salvador. Agora, está omisso, calado, sem saber o que dizer depois que Salvador e a Bahia são notícias em todo o mundo por registrar um assassinato por hora e ter um carro roubado a cada 30 minutos, além dos saques a estabelecimentos comerciais. "Ninguém ouve a voz do deputado Pelegrino, ele está acuado." O democrata provocou ao afirmar que a memória nunca foi o forte do petista. "Ele disse que meu grupo perdeu duas eleições para o governo e se esquece de dizer que o grupo dele perdeu quatro consecutivas", finalizou.
Ministro baiano vai deixar governo
A presidente Dilma Rousseff acertou a saída do ministro Mário Negromonte (Cidades) com a direção do PP e com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). De acordo com informações de bastidores do governo, Negromonte poderá sair ainda nesta semana, logo depois da volta da presidente ao Brasil, na quarta-feira. Dilma viajou para Cuba ontem; amanhã segue para o Haiti e retorna ao Brasil.
Como na quinta-feira a presidente terá de enviar uma mensagem com os planos de trabalho do governo ao Congresso, é possível que o acerto para a saída de Negromonte ocorra na sexta-feira. A presidente pretende reunir-se com o ministro, uma forma de demonstrar um último sinal de prestígio, repetindo um gesto que usa desde a saída de Antonio Palocci (Casa Civil), em junho. O acordo entre Dilma, o PP e o governador Jaques Wagner para a saída de Negromonte foi acertada ontem pela manhã, durante assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização urbanística da bacia do rio Camaçari, região metropolitana de Salvador. Depois, Jaques Wagner entrou no avião presidencial e seguiu com Dilma para a viagem a Cuba e Haiti. Ele foi o único governador a acompanhar a presidente. Informações do Estadão.
Livro compromete Jaques Wagner
Com 22 anos de magistratura nas comarcas criminais da Bahia (e muitas passagens polêmicas), a juíza Olga Regina Guimarães lançará hoje um livro que promete trazer muita dor de cabeça para Jaques Wagner. Batizado de O preço amargo da calúnia, o livro relata episódio ocorrido em 2002, quando Wagner, então candidato ao governo baiano, voou no avião do narcotraficante colombiano, Gustavo Duran Bautista, preso no Uruguai em 2007 com meia tonelada de cocaína. Apesar de levantar a polêmica, o livro alivia a barra de Wagner quando Olga diz acreditar que o petista voou no jato sem saber que o dono era traficante. Gustavo se passava por um promissor fazendeiro no estado. Os adversários de Wagner estão vibrando com o livro. Informações da coluna Radar Online da revista Veja.
Contrato polêmico do CNJ é suspenso
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, suspendeu contrato de R$1,488 milhão firmado no final de 2011 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Trata-se do terceiro contrato assinado pelo CNJ no apagar das luzes de 2011 alvo de polêmicas. As suspeitas de irregularidades, reveladas pelo Estadão, provocaram um motim no conselho contra o secretário-geral da Presidência, Fernando Florido Marcondes, responsável pelas licitações e homem de confiança do presidente do CNJ, Cezar Peluso. Conselheiros pedirão, na próxima semana, explicações sobre os contratos. Se considerarem as respostas insatisfatórias, alguns deles admitem pedir formalmente a destituição do secretário. Ayres Britto decidiu suspender esse último contrato quando estava no exercício da presidência do STF e do CNJ, no dia 28 de dezembro. Mas a decisão ainda não foi publicada e permanece reservada. Só a empresa que questionou a legalidade da licitação, a B2BR, teve acesso à decisão.
O software pirata do senador mineiro
Deu na coluna Raio Laser da Tribuna da Bahia de hoje (10): "O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) soltou ontem uma frase de efeito durante discurso lhe oferecido pelo DEM e o PSDB no Hotel Fiesta que promete reverberar em muito país afora, se continuar fazendo o périplo que aqui realizou ontem. Disse Aécio que há um software pirata sendo aplicado no país e que o original era nosso, isto é do PSDB. Era uma referência ao fato de que o governo Lula teve basicamente o mérito de tocar a política econômica que estabilizou o país, desconsiderando o discurso que sempre fez no país, e aprofundar algumas das investidas dos tucanos no campo das redes de proteção social. Na saída do evento, tucanos e democratas já repetiam automaticamente a frase de Aécio, prometendo divulgá-la."
Aécio Neves diz que DEM é alternativa para 2014
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou o anúncio do DEM lançando o nome do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para a Presidência em 2014. "Acho muito bom que nós tenhamos alternativas. É importante discutirmos o que nós vamos dizer pro Brasil. As pessoas têm que olhar para o PSDB e o DEM mais adiante e perceber o que nós faríamos de diferente pro que está aí. Lá mais adiante vamos identificar quem tem as melhores condições para empunhar nossas bandeiras e disputar as eleições. Eu vou sempre trabalhar para a nossa unidade. O DEM tem toda legitimidade para postular e tem bons nomes", argumentou. Informações do Política Livre.
Delator do PCdoB diz ter dado R$1 milhão ao PT
O policial militar João Dias, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte, que derrubou o ex-ministro Orlando Silva, afirmou que em 2006 intermediou a arrecadação de cerca de R$ 1 milhão para o comitê regional da campanha à reeleição do presidente Lula. Em depoimento à PM do Distrito Federal, nesta quinta-feira (8), Dias disse que o dinheiro foi entregue ao atual secretário do Governo do Distrito Federal, Paulo Tadeu. O policial está preso, após invadir a sede dogoverno de Brasília jogar R$ 200 mil na antessala do gabinete de Paulo Tadeu, na quarta-feira (7). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Paulo Tadeu afirmou que tudo não passou de uma "armação frustrada" por parte de João Dias. O policial afirmou que o dinheiro foi lhe entregue em sua casa na terça, como uma espécie de "cala boca" para que não denunciasse irregularidades no governo de Agnelo Queiroz, no DF.
Democratas pensa em lançar nome para 2014
Durante a convenção nacional do Democratas, na última terça-feira (6), em Brasília, o senador Demóstenes Torres (GO) defendeu que o partido lance candidato próprio a presidente em 2014. "O partido sobrevive à medida que tem perspectivas e firmeza. Somos o partido mais liberal e conservador do Brasil. Devemos, inclusive, nos preparar para ter candidato próprio a presidente, governadores e prefeitos nas próximas eleições", afirmou.
Segundo o senador, o Democratas tem preocupações não somente com o Brasil de agora, mas também com o futuro da população brasileira. "Nós nos preocupamos com o estudo dos jovens, por isso apresentamos projeto que institui o ensino em tempo integral. Queremos rigor na segurança pública, defendemos o meio ambiente, mas também os produtores rurais. Ou seja, temos posição e firmeza enquanto o governo federal quer continuar com um faz de conta", criticou.
Em relação à renovação de seus quadros, Demóstenes Torres lembrou que o partido é um dos maiores incentivadores da inclusão da juventude na política. "Precisamos de jovens. Não de jovens que querem mamar no governo até os 29 anos de idade, como quer o Estatuto da Juventude, mas acreditamos nos jovens produtivos, participativos, com oportunidade de estudo".


