Qua, 08 de Junho de 2011 13:24

Cemitérios de Salvador viram foco da dengue

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Alguns cemitérios de Salvador estão acumulando focos do mosquito Aedes Aegipty, transmissor da dengue. Vasos com flores há dias, outros sem uso, mas com água acumulada, sacos de lixo e depósito de água nos jazigos, essa foi a situação que essa Tribuna encontrou em três cemitérios, situados na Baixa de Quintas. De acordo com os funcionários, a fiscalização é insuficiente, assim como as ações de combate, por parte dos agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses, (CCZ). Além disso, a população também desrespeita a orientação de não levar flores em jarros com água, o que contribui para a proliferação dos mosquitos. A situação é de descaso com a saúde pública em pelo menos três unidades fúnebres  da cidade, visitadas pela Tribuna. No Cemitério e Convento de São Francisco, a auxiliar administrativa Luciana Santos de Souza garantiu que no local não é permitido rosas em vasos com água, e que as jardineiras das lápides são colocadas depois do sepultamento. Na Ordem Terceira do Carmo, jarros vazios, que um dia abrigaram plantas, localizados na entrada da capela, denunciam a situação do local, confirmada por um funcionário, que preferiu não se identificar. “Não sabemos se é o mosquito da dengue, mas tem dias que aqui está cheio de insetos. Esses jarros já estão nesse local há bastante tempo, colocamos para baixo, para não acumular água, mas os familiares os levantam, dizendo que é para decorar. Orientamos, mas argumentar diante da dor dos outros é uma situação delicada. Por parte da prefeitura, não há nenhum tipo de tratamento, os agentes de zoonoze passam por aqui, de 15 em 15 dias, dão uma olhada superficial e assinam o protocolo. Não há combate, o que coloca em risco os funcionários e as pessoas que vêm sepultar seus entes”, denunciou. O estado é ainda muito mais grave no cemitério Quinta dos Lázaros, além dos jarros com limo e água suja, entre as jazidas há sacos, copos plásticos com água, assim como na parte de cima, e quem caminha pelo local, vez por outra, é picado por algum mosquito, que pode ser o Aedes Aegipty. “Aqui tem muito mosquito e muriçoca, deve ter também o da dengue, pois vez por outra encontramos larvas e sempre tem gente aqui com gripe.Nós limpamos, jogamos água fora, mas falta aplicação de produtos para prevenção. Os fiscais raramente vêm aqui”, reclamou um funcionário.